sexta-feira, junho 09, 2006

Dose de disparate


PIV :   Peak Inverse Voltage / tensão puft



Hoje se calhar até sou um diodo e pareçe que a difença de potencial negativa anda por ai. Mais três passos e caio para a "BREAKDOWN region" e depois passo de "Reverse Biased" a... digamos isto em termos bonitos: puft! Que era coisas destas que realmente me apeteçia escrever no relatorio e não posso.

quinta-feira, junho 08, 2006

domingo, junho 04, 2006

... sem comentarios

Quem disse que a matemática não tem semelhança com a vida, não ouviu falar em funções complexas.

Repare-se que quando procuramos alguém com quem ter uma relação, procuramos alguém que se possa somar à nossa expressão na esperança de que juntos sejamos uma função “inteira”... depois escrutinamos a viabilidade dessa relação em busca de singularidades e aqui os nomes serão dispares do significado matemático talvez porque no sentido filosófico integração e diferenciação sejam antónimos. Se A implica integração, A nunca pode implicar diferenciação. Posto isto, se encontramos polos tratamos de remover essa parcela e se encontramos singularidades removíveis... bom... pincela-se o teorema dos resíduos e passa-se à próxima!

EU(t) = eu(t) + M(eu(t))*Tu(t);


t € [0,fim_da_vida].
Tu(t) : é função paramétrica.
M(eu(t)) é função de compatibilidade tal que : M(eu(t))*Tu(t) € C1;

Note-se que: claro que é uma semelhança, Não uma correspondencia univoca.... Infelizmente o ser humano é muito mais “quantico” que “mecanico”.

“If one tries to describe the dynamical state of a quantum particle by methods of classical mechanics, then precision of such description is limited in principle. The classical state of the particle turns out to be badly defined. “


as coisas que uma pessoa pensa às 3 da manhã, quando está de mula..... Argh....

quinta-feira, junho 01, 2006

....

Há muito muito tempo... uma certa miúda algarvia de 14 anos chegava a casa depois de ter passado na única livraria de uma tal cidade (quase) no fim do mundo... bom, da península... Qualquer coisa assim... estreitada até que esta se rebela e se distende, como um feixe de luz muito fino alonga anti-intuitivamente.

O livro era avermelhado e dizia qualquer coisa na capa como “as poesias de Álvaro de campos”. A miúda fechou a porta do quarto e ligou o radio num volume pianissimo, para não incomodar os fantasmas.


Na 1ª página estava o Santo Graal de todo o adolescente perturbado.


“Se te queres matar, porque não te queres matar?
Ah, aproveita! Que eu, que tanto amo a morte e a vida
Se ousasse matar-me, também me mataria...
ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
a que chamamos mundo?
a cinematografia das horas representadas
Por actores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fim

(....)

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
se queres matar-te, mata-te...
não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência!...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos quimicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?
Que memoria dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem,
não ves que não tens importância absolutamente nenhuma?

(...)
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-quimico
De células nocturnamente conscientes
Pela nocturna consciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não cobrindo nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pele névoa atómica das coisas,
Pelas paredes turbilhonantes
Do vácuo dinâmico do mundo... “

A miúda saltou pelas páginas absorvendo as enérgicas palavras do poeta como se fossem maçãs podres jogadas para cima de um pântano. O húmus cobria agora as paredes brancas e a mobilia riscada. Maldita sonolência de optimismo! Talvez sejam os olhos que lêem mais do que as mãos de quem escreve que ditam o real sentido das palavras. O que se pretende evidenciar com a ideia de que se não se quer estar vivo não vale a pena estar vivo é que é preciso querer estar vivo para estar realmente vivo. É preciso não estar à espera da caridade dos outros. Ser auto-suficiente de alegrias.
Estatísticamente somos todos iguais. Estamos é enfiados nos nossos micro e nano-humanismos.

Estou zangada. Desisti outra vez do teste. Se calhar passava, mas passar assim... com um pé na porta e outro na sala... não! Ou salto para fora da janela ou não há nada para ninguém.

Lisbon Revisited [1923]
... Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquitas.
....

Que mal fiz eu a esses deuses todos?

Queriam-me cansado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrario de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!

.....

Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!


Assim falava Álvaro de Campos...

segunda-feira, maio 29, 2006

Estou em transgressão.... a ler e-mails à espera de já há não sei quanto tempo... ai... enfim... Este vale a pena divulgar =P

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refactoring@yahoogroups.com

quarta-feira, 24 de Maio de 2006 22:22


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Howdy Refactoring Folks,

I'm doing a research project at Portland State University to evaluate
the usability of current refactoring tools. In the process, I've
created three tools as plugins for Eclipse:
'http://multiview.cs.pdx.edu/refactoring

As a case study, we're looking at tools that perform the Extract Method
refactoring. We were surprised to observe that programmers often have
problems simply selecting a list of statements, so I have created two
tools that assist in statement selection.

We have also observed that programmers often misunderstand the error
messages produced by tools when refactoring preconditions are not met.
In response, I have created a tool called Refactoring Annotations that
help convey refactoring information - essentially, a replacement for
error messages.

Any feedback is appreciated!

Cheers,

Emerson

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domingo, maio 28, 2006

As coisas maravilhosas em que uma pessoa tropeça enquanto procura outras.

Euclid's Elements of Geometry

Full Book :P no google print, hehe.

Adoro livros "velhos". Livros de matemática do tempo dos afonsinhos. As coisas maravilhosas que as pessoas escreviam quando não faziam a minima ideia de como escrever uma equação. Digo, antes de a matemática ser uma linguagem à parte... aquilo que era, quando era o mais racional da filosofia.
Há introduções de livros/documentos que nos deixam em absoluto extase.

"
Resumidamente alguns das caractersticas desta nota são:
 -E curta.
 - Supõe que o leitor não sofre de amnesia relativamente a Analise Real elementar.
 - Limites envolvendo integrais são tratados usando o teorema da convergencia dominada ou
estimativas elementares.
 - Não contem ramos de funcões.
 - Todos os logaritmos e razes quadradas têm os mesmos direitos.
 - Contem uma demonstracão do teorema de Cauchy-Goursat.
 - Demonstra o que e difcil e não o que e trivial.
- Holomorfia implicar analiticidade é um teorema. "


In:
Introdução à Analise Complexa - João Palhoto Matos

Ao tempo que não me deleitava com algo assim.. é um achado!

quinta-feira, maio 25, 2006

BLOG no word 2007

Se tem o office 2007 e são bloholoics este post é para vós. clickem na imagem e leiam que vai valer a pena.


blog from Office 2007.

quarta-feira, maio 24, 2006

Não há nada que enganar



Palavras para quê? Está ai à vista!! Qual derretimento dos glaciares. Esta prova é irrefutável.

domingo, maio 21, 2006

last hit before bed

É tão melhor quando alguem se dá ao trabalho de tornar as coisas visualmente perceptiveis!!


Refactoring Demo Screencast: Extract Method

Simplifiquem a vossa vida ;)
Não adoram aquele ar de fim de semestre.. as pessoas ficam com um olhar tão trabalhador!!...

É só vantagens:

* A possibilidade de assistir às reuniões semanais do grupo: "zombies amigos" e sair de lá vivo.
* Passar por tipo de inteligencia superior na semana de celebração da Companhia de Idosos Agricultores cujo lema é "só percebe de leguminosas!!".
* Fazer amigos todos os dias - "Pedir desculpa a um poste e deixar o número de telefone para cobrir despesas eventuais despesas por danos físicos".


....

Com todas estas alegres peripécias quem poderia não adorar vir a ser engenheiro...

temos que admitir que o sentido de humor dos brasileiros é unico!

quarta-feira, maio 17, 2006



façam o vosso!! ;)

South Park studio

O blog

O blog que é a nova "imagem de marca"!
Há de todos os tipos: os lamechas, os optimistas, os profissionais e aqueles que não se sabe muito bem o que são [este por exemplo].

A novidade é a tendencia para que o blog substitua a pagina pessoal no que respeita lançar o individuo no mercado de trabalho.

Blogs 'essential' to a good career

segunda-feira, maio 15, 2006

CUBICO

cubico - toca a meter essa massa cinzenta flacida a trabalhar!

Para não pensar em electroes, para variar, por diversão ;)

sexta-feira, maio 12, 2006

Estou demasiado cansada para pensar.

GUESS THAT's ALL JUST LIKE HUMANS DO.

Like Humans Do


David Byrne



For millions of years, In millions of homes
A man loved a woman, A child it was born
It learned how to hurt and it learned how to cry
Like Humans Do

I'm breathin' in
I'm breathin' out
Ohhhhhh!
So slip inside this funky house
Ohhhhhh!

Dishes in the sink
TV's in repair
Don't look at the floor
Don't go up the stairs

I'm achin'
I'm shakin'
I'm breakin'
Like Humans Do

I'm achin'
I'm shakin'
I'm breakin'
Like Humans Do

I work & I sleep & I dance & I'm dead
I'm eatin', I'm laughin', I'm loving myself
We're eatin' off plates and
We kiss with our tongues
Like Humans Do

I'm breathin' in
I'm breathin' out
Ohhhhhh!
So slip inside this funky house
Ohhhhhh!

Dishes in the sink
TV's in repair
Don't look at the floor
Don't go up the stairs

I'm achin'
I'm shakin'
I'm breakin'
Like Humans Do

I'm achin'
I'm shakin'
I'm breakin'
Like Humans Do

I'm breathin' in
I'm breathin' out
Ohhhhhh!
So slip inside this funky house
Ohhhhhh!

Wiggle while you work
Anybody can
The rain is pouring in
on a woman & a man

I'm achin'
I'm shakin'
I'm breakin'
Like Humans Do

I'm breathin' in
I'm breathing out
Ohhhhhh!

quinta-feira, abril 13, 2006

Adeus Avó

Acordei hoje com a minha irmã a chorar compulsivamente e a tremer por todos os lados.

Pausou entre soluços e balbuciou:
a avosinha morreu.

Não consegui ter outra reação que não abraça-la e deixar o silencio encher a cratera que havia dentro de nós, resultado de uma explosão inesperada: a ausência.

É a primeira vez que alguém próximo de mim morre e dizer a verdade não sei ao certo como lidar com isto. Nunca tinha pensado muito na morte dos outros. Arrumei o assunto como aquilo depois do qual não há mais consciência e deixei estar lá no fundo do armário numa caixa que, descobri hoje, já tinha teias de aranha e bichos como os cadáveres.
Abriu-se bruscamente para me cobrir com o lixo que lhe deixei em cima e reclamar sobre a simplicidade lá dentro.

Creio que muita da quase tranqüilidade que sinto se deva ao facto de estar tão longe. Estar longe faz das noticias factos jornalísticos. Coisas que acontecem aos outros. A distancia priva-nos das imagens, dos cheiros , enfim das coisas que se aliam á interpretação na memória. Ficamos só com as palavras, evidencias.


Tenho medo de fazer a mala e ir embora. Parece que sempre que vou ao algarve alguma coisa má acontece. A ultima vez foi o acidente... três carros partidos e meia dúzia de pontos na cabeça ao meu pai. Tudo escassos segundos antes de o comboio entrar na estação porque... pronto... era para o choque ser maior e sentir uma espécie de responsabilidade infantil sobre os acontecimentos. O facto é que se eu não chegasse nada daquilo aconteceria. E agora isto. Parece que as coisas más esperam que tenha tempo para elas, para não me passarem ao lado. Para me apanharem em branco e terem tempo de ser minuciosas nos detalhes que pintam nas paredes da minha consciência como murais.

Ainda não falei com a minha mãe.. não tive coragem. Sou uma tipa cobarde e inerte, especialmente no que trata de emoções. Não há demonstração para as emoções, nem mesmo estatísticas, aproximações. O ser humano é uma espécie de partícula carregada no seio de múltiplos campos que se intersectam uns aos outros sem aviso. Estou a falar de ”ventos” electricos porque não quero pensar noutra coisa. Porque é mais facil pensar em material inerte.

O meu avô é que ficou abalado. Duas tromboses e 8 decadas depois de estar nesta terra, foi-se o alicerce. Sabe-se que a tristeza come velhotes ao almoço... e... bom... verbalizam-se os factos ao compreender que não lhe resta muito tempo. Há uma espécie de leis de de-morgan para os casais idosos. Se A&B a vida toda , quando !A + !B => !B + !A .

O mau da morte não é a perda de consciência, a perda de consciência implica que não se tenha consciência disso. O mau da morte são os espaços vazios. Os físicos e os outros.


Finalmente falei com a minha mãe.. tinha de perguntar o que tinha acontecido. É daquelas coisas que não queremos saber mas temos de saber. Queria que ela não tivesse sofrido. Mas as minhas ideias idílicas foram desfeitas. Aparentemente teve convulsões e foi repentino, a meio da noite. O meu avô já não chegou a tempo, diz a minha mãe que ela se estremecia e quando ele lá chegou deu o ultimo suspiro. Depois acrescentou: “morreu sozinha coitadinha“.

Para explicar o papel dos meus avós maternos, alem do papel usual de avós. Digamos que foram sempre uma espécie de porto de abrigo. Não vou explicitar os pormenores, porque já não tenho energia para pensar na FDP da minha infância, mas fica implícito que foi uma desgraça e nos piores momentos era lá que nos refugiávamos. Portanto agora é como se cai-se uma coluna de suporte. Como se tivesse desabado a caverna. Aquela coisa que sem explicação lógica assumimos: era de pedra e ia estar ali muito tempo.


Ainda tenho dificuldade em aceitar que nunca mais vou falar com ela. Queria acordar agora e pensar: “ohhh mas que pesadelo medonho”. Mas não. Não há mais conforto que um universo paralelo onde tenho outra oportunidade para lhe dizer o quanto ela significa para mim.


Quando chegar ao algarve hoje, não vai estar ninguém à minha espera. Virtude da azafama que por lá vai. Achei melhor assim. Se alguma coisa acontecer, não acontece em virtude da minha chegada. Estou sozinha em comunhão com os outros. Acho que precisava dessa distancia.


“logo nas coisas mais profundas e mais importantes estamos indizivelmente sós .”
Rainer Maria Rilke
in Cartas a um jovem poeta

sábado, abril 01, 2006




> The question I have is, at some point in my process the method I am
> working on was "good enough" to add unit tests; I delayed adding tests
> until the code was "really good". Is this something you find yourself
> doing? How does it work out for you?

I often have the same feeling as you: after doing a bunch of unsafe
refactorings (refactorings unsupported by tests), I have the code
good enough that I feel that I can understand it and modify it. I'm
tempted not to write the tests.

Like many temptations, this is probably not a good idea. I think it
was Michael himself who said that if you don't put some tests in
today, the system will still be untested a year from now. Presumably
I was here to make a change: I owe it to myself, and to the
universe, to do enough testing to show that first, the change is
needed (red bar), then that I've done it correctly (green bar).

I urge myself to press on, and sometimes I have the foral mortitude
to actually do it. I hope you're stronger, and better, than I am.


aahahaahahaahahahahAHahahAHaHaHAHA

see that's the main difference between OOP and electronics/physics/math related stuff, OOP is human... it fights, it laughs, it is a constant battle between propose and functionality. There's no way you can say A+B=X in OOP, all you know is that A operation B =X, there are a gzilion ways to define this operation, you have to find the better one: safer, faster, simpler.



bye bye Schottky

Visto assim de cima, com bonecos à mistura até pareçe ter piada.



Breakthrough "Interface Tuning" is Macro Step for Microelectronics


THANK YOU FOR SMOKING

A consciência anda por aí!



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